Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Parabéns, Martin Scorsese

A Academia já deixou de premiar, em seu evento-mor do cinema, o Oscar, vários filmes e diretores consagrados. Após já ter sido indicado outras 7 vezes (5 como diretor e 2 como escritor), Martin Scorsese levou a estatueta de melhor diretor por Os Infiltrados. Não que ele precise disso para provar nada a ninguém, mas sempre é bom o reconhecimento de Hollywood a um diretor que realmente faz jus ao cinema.





Outras indicações:

1981 - Diretor: Touro Indomável (perdeu para Robert Redford);
1989 - Diretor: A Última Tentação de Cristo (perdeu para Barry Levinson);
1991 - Diretor: Os Bons Companheiros (perdeu para Kevin Costner);
1991 - Escritor de roteiro adaptado: Os Bons Companheiros (perdeu para Michael Blake);
1994 - Escritor de roteiro adaptado: A Época da Inocência (perdeu para Steven Zaillian);
2003 - Diretor: Gangues de Nova York (perdeu para Roman Polanski);
2005 - Diretor: O Aviador (perdeu para Clint Eastwood).

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Deja Vu

Conferi o filme Deja Vu hoje, o mais novo longa metragem dirigido por Tony Scott (Top Gun, Um Tira da Pesada II, Fome de Viver). Eis a trama: Pra descobrir quem explodiu uma balsa cheia de oficiais com suas famílias, é utilizado um método revolucionário que permite a visualização de uma determinada área com 4 dias de antecedência. O policial Doug Carlin (interpretado por Denzel Washington), intrigado com tal tecnologia (que depois descobre ser uma real forma de viajar ao passado), usa toda sua capacidade intuitiva à procura do terrorista, seguindo a pista de Claire Kuchever (Paula Patton), uma vítima encontrada no local.

Eu gostei do filme de um modo geral. As boas panorâmicas da câmera, visual bacana e a possibilidade da trama em se poder assistir ao passado para desvendar um crime (uma espécie de Minority Report ao contrário) prendem o espectador na cadeira a maior parte do tempo. A cena de Doug perseguindo a trilha de Carroll Oerstadt (James Caviezel) em dois momentos do tempo é uma das melhores do filme.

A coisa só começa a desandar quando Doug Carlin volta no tempo para evitar a explosão da balsa e de quebra salvar a moça. Apesar disso render boa interação com acontecimentos do começo do filme, também é uma saída "fácil" demais para a resolução da estória, descambando para um final feliz (e chato). As intenções terroristas de Carroll não fazem o menor sentido - o que poderia ter sido melhor trabalhado no roteiro.

Deja Vu necessitava de um final mais humano e reflexivo. A possibilidade de ver o que ocorreu no passado em detalhes deveria somente servir à captura do terrorista. Voltar ao passado para consertar as coisas não deveria ser uma opção; tão somente um desejo de Doug Carlin, angustiado com a posição incômoda de mero espectador ao inexorável destino de Claire e dos ocupantes da balsa em Nova Orleans.

6/10