Conferi o filme Deja Vu hoje, o mais novo longa metragem dirigido por Tony Scott (Top Gun, Um Tira da Pesada II, Fome de Viver). Eis a trama: Pra descobrir quem explodiu uma balsa cheia de oficiais com suas famílias, é utilizado um método revolucionário que permite a visualização de uma determinada área com 4 dias de antecedência. O policial Doug Carlin (interpretado por Denzel Washington), intrigado com tal tecnologia (que depois descobre ser uma real forma de viajar ao passado), usa toda sua capacidade intuitiva à procura do terrorista, seguindo a pista de Claire Kuchever (Paula Patton), uma vítima encontrada no local.Eu gostei do filme de um modo geral. As boas panorâmicas da câmera, visual bacana e a possibilidade da trama em se poder assistir ao passado para desvendar um crime (uma espécie de Minority Report ao contrário) prendem o espectador na cadeira a maior parte do tempo. A cena de Doug perseguindo a trilha de Carroll Oerstadt (James Caviezel) em dois momentos do tempo é uma das melhores do filme.
A coisa só começa a desandar quando Doug Carlin volta no tempo para evitar a explosão da balsa e de quebra salvar a moça. Apesar disso render boa interação com acontecimentos do começo do filme, também é uma saída "fácil" demais para a resolução da estória, descambando para um final feliz (e chato). As intenções terroristas de Carroll não fazem o menor sentido - o que poderia ter sido melhor trabalhado no roteiro.
Deja Vu necessitava de um final mais humano e reflexivo. A possibilidade de ver o que ocorreu no passado em detalhes deveria somente servir à captura do terrorista. Voltar ao passado para consertar as coisas não deveria ser uma opção; tão somente um desejo de Doug Carlin, angustiado com a posição incômoda de mero espectador ao inexorável destino de Claire e dos ocupantes da balsa em Nova Orleans.
6/10
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